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28 de Maio – Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna – Mãe Integral

28 de Maio – Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna

É impressionante o quanto as mulheres precisam se mobilizar, juntar forças, fazer e acontecer para garantir o mínimo necessário, o básico, o óbvio… o justo.

O Dia Internacional da Ação pela Saúde da Mulher foi criado em 28 de maio de 1984 durante o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde (Holanda). E quatro anos mais tarde, no mesmo dia 28, foi iniciada, a Campanha de Prevenção da Mortalidade Materna, coordenada pela Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos e pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e Caribenhas, com expressivo envolvimento da Rede Feminista de Saúde, do Brasil.

Quem morre e por quê?

As principais causas da mortalidade materna são a hipertensão arterial, a hemorragia, as complicações decorrentes do aborto realizado em condições inseguras, a infecção pós-parto e as doenças do aparelho respiratório.

Muitas vezes a realização de exames simples pode prevenir complicações para a grávida e para o bebê. Além disso, o risco de morte materna está diretamente relacionado ao nível socioeconômico das mulheres. Quanto mais pobre, menos acesso à saúde. É o que comprovam as pesquisas que mostram que o maior índice no Brasil é de mulheres pobres, em especial as negras.

28-de-maio-dia-internacional-da-saude-da-mulher-2As mortes maternas geralmente estão relacionadas à falta de acesso a serviços de saúde de qualidade, principalmente nas áreas rurais. Além do despreparo dos profissionais de saúde, da falta de humanização do atendimento e de serviços funcionando em condições precárias.

A falta de acesso e o uso inadequado de métodos anticoncepcionais, além do número insuficiente de serviços para o atendimento da mulher vítima de violência sexual, também resultam em um grande número de gestações indesejadas e, conseqüentemente, na realização de abortos clandestinos, feitos sem condições de segurança, que aumentam os riscos de morte materna.

Alguns números preocupantes*

  • A cada minuto, uma mulher morre no mundo por complicações relacionadas à gravidez ou ao parto; são 1.600 mulheres por dia, quase 600 mil por ano, sendo que 99% dessas mortes acontecem nos países em desenvolvimento. Apenas na região da América Latina e Caribe morrem anualmente mais de 22 mil mulheres por causas maternas.
  • Cerca de um milhão de crianças ficam órfãs a cada ano em razão de morte materna. Essas crianças têm risco de 3 a 10 vezes maior de morrer antes de completarem dois anos do que aquelas que vivem com a mãe e o pai.
  • A cada minuto, 380 mulheres ficam grávidas, sendo que 190 dessas gestações são indesejadas e/ou não planejadas.
  • O risco de uma mulher morrer por causas relativas a gravidez, parto ou aborto inseguro era de: 1 em 20, na África; 1 em 94, na Ásia; 1 em 160, na América Latina e Caribe; 1 em 2.400, na Europa

(*) OMS/UNICEF/FNUAP, Estimativas do número de mortes maternas, risco de morte materna e razão de mortalidade materna para o ano 2000. (Não achei essas estatísticas atualizadas e, infelizmente, não creio que tenham melhorado).

Mortalidade materna no Brasil

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), “morte materna” é todo falecimento causado por problemas relacionados à gravidez ou ao parto ou ocorrido até 42 dias depois. A OMS considera aceitável o índice de 20 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos; entre 20 e 49 mortes, o índice é considerado médio; entre 50 e 149 mortes é alto e, acima de 150, muito alto.

No Brasil, a taxa oficial de mortalidade materna é de 75 mortes de mulheres para cada 100 mil nascidos vivos. Mas, sabe-se que esse número não reflete a realidade, pois nem todas as mortes são registradas como tendo causas relacionadas à gravidez ou ao parto. Segundo o critério usado pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o número real de mortes no Brasil é o triplo do oficialmente registrado.

O que fazer?

Embora no Brasil grande parte das gestantes faça o pré-natal, ainda falta qualidade na assistência. Um serviço de qualidade e profissionais bem preparados já seria um bom começo.

Cesáreas

Segundo o Relatório Nacional de Acompanhamento, a alta realização de cesáreas no país contribui para que tenhamos índices ainda elevados de mortalidade materna. Segundo esse estudo, ”um dos fatores que dificultam a redução da mortalidade materna é o elevado número de partos cesáreos. A porcentagem de cesáreas tem se mantido em patamares muito altos e com tendência de crescimento em todas as regiões do Brasil”.

Em 2011, cerca de 54% dos partos realizados foram cesarianas. A recomendação da OMS é de que o total não ultrapasse 15%. Ainda de acordo com o estudo, “mulheres submetidas a cesáreas correm 3,5 vezes mais risco de morrer (dados de 1992-2010) e têm cinco vezes mais risco de contrair uma infecção puerperal (dados de 2000-2011); sem contar a maior probabilidade de ocorrência de partos prematuros”.

Essas informações eu coletei de várias fontes:
http://www.redemulher.org.br/encarte56.html
http://drauziovarella.com.br/mulher-2/dia-nacional-de-reducao-da-mortalidade-materna/