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Pré-natal: O que é? Quais são os exames? Quando fazer? – Mãe Integral

Pré-natal: O que é? Quais são os exames? Quando fazer?

O pré-natal é o acompanhamento médico que toda gestante deve fazer durante a gravidez. O ideal é que esse acompanhamento seja iniciado assim que a futura mamãe tenha a gravidez confirmada ou antes de completar três meses de gestação.

As consultas e exames permitem identificar problemas como hipertensão, anemia, infecção urinária e doenças transmissíveis pelo sangue de mãe para filho, como a aids e a sífilis. Alguns desses problemas podem causar o parto precoce, o aborto e até trazer conseqüências mais sérias para a mãe ou para o seu bebê.

Então, descobriu que está grávida? Corre marcar uma consulta com um Obstetra pra iniciar seu pré-natal o mais rápido possível. Eu já contei aqui (post sobre escolha do Obstetra), que passei por três consultas antes de decidir qual obstetra iria me acompanhar durante minha gestação, e recomendo que você também seja bem criteriosa na hora de escolher o seu médico.

Quais são os exames?

Hemograma completo

O hemograma pode avaliar se a gestante está com anemia. Quando se está grávida, o organismo aumenta em 50% a produção de sangue, portanto o ferro se dilui, por isso toda gestante precisa tomar vitaminas. Além disso, é possível verificar como está a coagulação e identificar como está o sistema imunológico e se há algum infecção dentro do corpo.

Quando é feito:
O exame sempre é pedido na primeira consulta da gestação, podendo ser repetido no segundo ou no terceiro trimestre de acordo com a conduta do obstetra.

Glicemia

O exame de glicemia de jejum indica a quantidade de glicose presente no sangue. Quando as taxas estão acima do normal, o médico pode suspeitar do quadro de diabetes gestacional, que torna a gravidez mais arriscada, podendo causar problemas de saúde ao bebê.

Quando é feito:
Normalmente a glicemia é pedida junto com a primeira bateria de exames e a curva glicêmica é pedida no quinto mês.

Grupo sanguíneo e fator Rh

Esse exame indica qual o tipo de sangue da mãe. Saber o grupo sanguíneo ajuda em possíveis transfusões. Já o fator Rh é mais importante. Mães que sejam fator negativo e têm bebês com fator positivo podem obter um quadro chamado eritoblastose fetal. No parto, quando os sangues entram em contato, são formados anticorpos anti-Rh no corpo da mãe, que podem destruir as hemácias do próximo bebê Rh+ que ela tiver. Para evitar que isso aconteça, é ministrado um medicamento após o parto que impede que esses anticorpos se formem.

Quando é feito:
O exame é pedido na primeira consulta pré-natal e não há necessidade de ser repetido.

Sorologia para HIV (Aids) e VDRL (Sífilis)

O primeiro exame indica se a mãe é soropositiva para HIV, ou seja, tem chances de desenvolver AIDS. Já o segundo mostra se a mãe está contaminada com a bactéria que causa sífilis. O exame é indicado para todas as gestantes, pois elas podem estar infectadas sem saberem e ambas as doenças podem prejudicar o bebê. O HIV prejudica o sistema imunológico, já a sífilis congênita pode causar problemas no sistema nervoso central e coração, entre outros órgãos.

Quando é feito:
Sempre no início do pré-natal, para que, em caso positivo, o tratamento preventivo comece logo.

Sorologia para toxoplasmose e para rubéola

Os exames indicam se a mãe já teve algum contato com os causadores dessas duas doenças. A toxoplasmose pode provocar sequelas para o bebê e malformações, por atacar e destruir tecidos. Já a rubéola pode trazer complicações neurológicas, cegueira e surdez para a futura criança.

Quando é feito:
Ele sempre é feito no início do pré-natal e depois repetido no terceiro trimestre.

Hepatite B e C e para citomegalovírus

Esses exames indicam se a mãe está com alguma dessas doenças, que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê também. O citomegalovírus pode causar malformações no bebê, mas é uma doença considerada mais rara. Já as hepatites B e C podem ser passadas para as crianças, que se tornaram portadoras dos vírus também.

Quando é feito:
Ele é feito no primeiro trimestre e repetido no terceiro trimestre, ou mais vezes de acordo com o histórico da paciente

Urina e urocultura

O exame de urina normalmente indica se a paciente está com alguma infecção urinária, mesmo que sem sintomas. É necessário tratar para que a infecção não passe para os rins ou para o corpo inteiro, causando parto prematuro, além de problemas de saúde para a mãe”. O primeiro exame feito é o Urina 1, que indica a concentração de células de defesa na urina. Caso ele dê positivo, é feita uma urocultura para verificar quais bactérias são essas, assim o obstetra avalia o melhor tratamento.

Quando é feito:
É pedido na primeira consulta pré-natal e normalmente é repetido nos outros trimestres.

Fezes

Ele mostra se a gestante está com alguma verminose. Apesar delas serem pouco comuns em locais com saneamento básico, são pedidas para todas as gestante, já que algumas podem aumentar os quadros de anemia. Algumas precisam ser tratadas, mas de acordo com sua gravidade e com o tipo de medicamento usado, pois alguns podem interferir na gravidez.

Quando é feito:
É feito apenas no início do pré-natal.

Ultrassonografia

Muitas mães acham que os ultrassons são obrigatórios em todas as consultas pré-natais, mas não necessariamente. Mas em quatro ocasiões eles não podem faltar:

  • Logo no começo do pré-natal é importante um ultrassom que avalie onde está ocorrendo essa gestação, se ela realmente está dentro do útero; qual a idade gestacional do feto, para que possa se calcular o desenvolvimento; e se há mais de um bebê;
  • Entre as semanas 11 e 14 é feito um ultrassom morfológico, que avalia como está o desenvolvimento da criança e se a formação está bem, como o desenvolvimento dos membros, coração, sistema nervoso, entre outros;
  • Entre as semanas 20 e 24 é preciso avaliar a morfologia do bebê novamente, verificando rins, coração, pulmões, sistema nervoso e outros órgãos, além dos membros, ver se tudo se desenvolveu da forma correta ou se há máformação;
  • Por volta da 32ª semana um ultrassom é feito para conferir se está tudo certo para o parto, se o bebê está na posição correta, por exemplo, e se ele cresceu nem nesse período.

Durante o pré-natal, as futuras mamães também recebem orientações sobre uma alimentação saudável. É comum fazer uma reposição de vitaminas, sendo o ácido fólico recomendado nas primeiras semanas de gravidez, pois ele ajuda a prevenir as malformações.

Mas isso é só o “básico” do pré-natal. Se você tiver um bom médico ou profissional te acompanhando, além de toda essa coisa “técnica”, você ainda vai ter alguém que sabe da sua montanha russa de hormônios, das inseguranças que toda grávida tem, vai saber orientar sobre cada etapa e vai te ajudar a se preparar para a hora do parto.

Viram como o pré-natal é de extrema importância para as futuras mamães? Corre lá e marca o seu 🙂